Império da Germânia
Chancelaria Imperial
Münchner Residenz

Munique, 21 de agosto de 2026.

MENSAGEM DO CHANCELER IMPERIAL AOS CIDADÃOS DA GERMÂNIA

Caros cidadãos da Germânia,

Hoje me dirijo a vocês para falar sobre uma questão que não pode mais ser adiada: os salários dos servidores públicos, atrasados desde setembro de 2025. Há momentos em que governar exige reconhecer problemas com transparência, explicar suas causas e, acima de tudo, assumir a responsabilidade por resolvê-los. É isso que pretendo fazer nesta carta.

Quando assumi a Chancelaria, em setembro de 2025, determinei uma auditoria profunda das contas públicas. Precisávamos saber, com precisão, quais eram os recursos efetivamente disponíveis e quais as obrigações que o Estado precisava honrar.

A auditoria revelou uma realidade diferente daquela que constava nos registros oficiais anteriores. Não encontramos utilização indevida dos recursos públicos, mas, sim, sucessivas desorganizações administrativas acumuladas ao longo dos governos que nos precederam, somadas a um sistema de pagamentos excessivamente complexo e que já não dialoga com as necessidades do presente.

O resultado era claro: o Estado havia assumido obrigações sem dispor dos recursos necessários para honrá-las. Diante disso, o Governo Imperial precisou escolher. Poderíamos ignorar o problema. Poderíamos adiá-lo. Poderíamos deixar que suas consequências fossem transferidas para o futuro e que outro Governo tivesse de lidar com elas. Ou poderíamos agir.

Escolhi agir.

Por essa razão, após um longo e árduo trabalho, determinei a cobrança compulsória dos impostos de renda que permaneciam em atraso desde 2020.

Reconheço que é uma medida dura. Sei que muitos prefeririam uma alternativa mais confortável. Mas a responsabilidade de governar não consiste em escolher sempre o caminho mais confortável. Consiste em escolher, diante das circunstâncias, aquilo que é necessário.

Foi movido por esse entendimento que autorizei, na manhã de hoje, o Ministério Imperial de Finanças a utilizar parte desses recursos para iniciar imediatamente a quitação dos salários atrasados referentes à folha de 2025. Essa medida de força, contudo, não pode nem deve ser a solução definitiva.

Paralelamente, o Governo trabalha junto à Dieta Imperial pela aprovação de uma nova Lei da Remuneração do Serviço Público e articula uma nova lei orçamentária, capazes de regularizar os rendimentos devidos no ano corrente e corrigir as falhas que permitiram que essa situação chegasse ao ponto em que chegou.

Como parte desse processo de modernização, concluímos com sucesso, em parceria com o Palatinado de Frankfurt e o BANISER, a transição do Reichsbank para o Sistema Vyšehrad, que passa a constituir sua plataforma tecnológica oficial. A mudança moderniza a infraestrutura bancária imperial, simplifica processos, fortalece a integração entre os sistemas e proporciona maior segurança e confiabilidade aos registros e às operações financeiras do Estado.

Essas medidas deixam claro que não estamos apenas tentando quitar uma dívida. Estamos reorganizando a forma como o Estado administra seus recursos, remunera seus servidores e planeja suas próprias obrigações. E quero ser claro sobre uma questão: essas decisões não foram tomadas por conveniência política.

A Chancelaria Imperial existe para garantir o funcionamento do Estado e servir aos interesses permanentes da Germânia, e não para proteger a imagem de quem temporariamente a ocupa. Talvez fosse mais fácil adiar uma questão impopular. Talvez fosse mais conveniente deixar que outro Governo assumisse suas consequências.

Mas não considero que essa responsabilidade possa ser simplesmente transferida.

Políticos preocupados, antes de tudo, com a própria sobrevivência eleitoral dificilmente escolheriam este caminho. A política, por sua própria natureza, também é movida por interesses eleitorais. E todo político sabe que existem decisões que custam popularidade, apoio e votos.

Cobrar impostos atrasados de maneira compulsória, assumir publicamente a precariedade das contas do Estado e enfrentar um problema que se arrasta há anos não é, certamente, a maneira mais fácil de preparar uma campanha. Longe de querer transformar este momento em instrumento de disputa partidária, prefiro assumir a responsabilidade pelas decisões que precisam ser tomadas.

Não pretendo concorrer novamente à liderança do meu partido no próximo pleito. E talvez seja justamente essa circunstância que me permita fazer agora aquilo que acredito ser necessário, sem calcular cada decisão pelo seu benefício eleitoral.

Os Governos passam. As lideranças passam. Os partidos se reorganizam. A Germânia permanece.

É por isso que precisamos de contas públicas que correspondam à realidade. Precisamos de um sistema financeiro mais simples e moderno. Precisamos de regras claras para a remuneração do Serviço Público. Precisamos de um orçamento capaz de antecipar nossas obrigações, em vez de apenas reagir a elas.

Precisamos, sobretudo, reconstruir a confiança de que, quando o Estado assume um compromisso, será capaz de cumpri-lo. Não prometo que todas as decisões serão populares. Não prometo que o caminho será fácil.

Prometo, porém, que, enquanto estiver à frente do Governo, o interesse da Germânia estará acima de qualquer conveniência política. Foi para isso que assumi esta responsabilidade.

Faremos o que precisa ser feito. Corrigiremos o que precisa ser corrigido. E construiremos as condições para que aqueles que vierem depois de nós encontrem um Estado mais organizado, mais previsível e mais capaz de cumprir suas obrigações.

Não foi fácil chegar até aqui. Não será fácil daqui para frente. Mas há momentos em que uma nação precisa escolher entre o conforto de hoje e a tranquilidade de amanhã.

Nós escolhemos o amanhã. E o amanhã será mais tranquilo se tivermos a coragem de construí-lo hoje.

Karl Gustav, Conde Palatino de Karlštejn
Chanceler Imperial